12/02/09

COMUNICADO

Depois de muito tempo sem postar e comentar, venho aqui só pra comunicar o fim do blog.
Deixo de postar no Episódios em Série porque quero falar de mais assuntos, deixando de ser tão específico. Quero ter a oportunidade de poder discutir também sobre a TV aberta, sobre telenovela (que é uma outra paixão e foi tema dos meus 2 trabalhos de conclusão de curso, na graduação e na especialização). Quero falar da programação em geral, e também de cinema, mas, claro, sem deixar as séries de lado. No mínimo uma vez por semana falarei sobre séries, mas sem comentar episódio a episódio. Tentarei um jeito diferente.
Estou levando os links dos blog assíduos e continuarei comentando naqueles que frequento.
Espero que possam dar uma passada no meu novo blog, e que voltem mais vezes, caso aprovem.
Quis começar já com 5 posts prontos, para que todos tenham uma idéia da diversidade que quero por lá.
Espero que gostem.
O nome? Apanhago Geral.
O endereço? http://apanhadogeral.wordpress.com/
Muito obrigado àqueles que prestigiaram o Episódios em Série em sua curta existência.
Abraço.

28/01/09

Apanhado geral

6x01 - Long Night's Journey Into Day
Esse retorno de The L Word nao foi grande coisa, não! Fora o começo impactante (mas nem tanto) com a chegada da eterna Shena para investigar a misteriosa morte de Jenny, o resto foi pura enrolação. Após esse pequeno prólogo, a trama retrocedeu três meses, parando no fim da temporada anterior, na festa de encerramento das filmagens da adaptação do livro de Jenny. A partir daí, o negócio ficou meio cansativo.
Tasha e Alice ficaram o episódio inteiro discutindo a relação, pra acabarem se entendendo no final. Aliás, pra mim, essa Tasha já deu o que tinha que dar. Não acho que ela combine com Alice. No meio desse rolo todo, Papi reapareceu. Pra que, eu não sei, já que a personagem não fez falta nenhuma na temporada passada.
Jenny rompe a amizade com Shane após pegar a melhor amiga com Niki. A cabeleireira ainda tentou se desculpar, mas não adiantou. Isso também consumiu grande parte do episódio. Jenny acabou chamando Niki de volta e passando a noite com ela, mas apenas para humilhá-la. Ficou claro que Jenny sente algo por Shane, fato que só reparei no último episódio da 5º temporada. Aliás, acho que só ali ficou claro.
Betty e Tina tiveram um breve desentendimento, relacionado ao rolo de Shane com Jenny, além de estarem às voltas com Angélica adoentada. Ao se entenderem, Betty vez juras de amor à Tina e prometeu nunca mais traí-la, algo que aconteceu lá na 1º temporada. Se for assim, Tina também devia desculpas, já que foi antipática na 2º e 3º temporada, primeiro ficando com Helena e desprezando Betty, e depois a trocando por um homem. Outra coisa que também não entendo é que tenho visto agora em fóruns e Orkut que muita gente passou a amar Jenny, personagem antes odiada, e com razão, já que foi muito dissimulada com as amigas, principalmente na 4º e na 5º temporada. Mas como dizem, “depois que morre, todo mundo vira santo”. Espero que as coisas melhores por aqui, já que agora faltam apenas 7 episódios para que a história chegue ao fim.


3x12 - Sibling Rivalry
Episódio bem morno, mas que não tira o mérito da série. Sarah precisa de dinheiro para continuar com seu projeto, e Nora pede para Kitty ajudar a irmã. A jornalista tenta, porém Sarah inicialmente recusa. Quando ela pensa melhor, agora é Kitty que não quer emprestar e fala para a irmã que, se ela acredita na empresa, tem que correr riscos. É o que Sarah faz, hipotecando sua casa.
Kitty faz um lançamento com leitura de seu livro, mas só Nora comparece. Robert tem uma reunião importante, que definirá seu futuro e uma possível candidatura ao governo. Kevin conta da reunião para a irmã e ela mata a charada, o que deixa Robert furioso com o cunhado.
Tommy tem uma idéia para tirar Holly na empresa, pede a ajuda de Saul, mas ele se recusa. Tommy inicia seu plano sozinho e faz com que parece que a idéia veio de Rebeca. Roger faz uma maquete para o projeto de Nora, ela inicialmente não gosta e destrói o trabalho, mas depois ele faz adaptações e ela acaba cedendo. Foi basicamente isso. Sem grandes momentos. O destaque mesmo foi a relação de Kitty e Sarah, sempre gostosa de assistir.
3x13 - It's Not Easy Being Green
Esse sim foi um bom episódio de Brothers and Sisters, com direito a festa, e as confusões familiares típicas da série. E com Rachel Griffiths e Sally Field se destacando mais uma vez, o que não é novidade nenhuma. A festa em questão foi para tentar conseguir investidores para o site em que Sarah vem trabalhando.
Os sócios dela tentaram botar as asinhas de fora e conseguir um envolvimento amoroso, mas deram com os burros n’água. Ethan se declarou para Sarah, mas ela o dispensou amigavelmente, e Kyle teve a cara de pau de dar em cima de Rebeca, se bem que ela e Justin andam bem chatinhos e precisando de um tempero. E esse molho a mais pode ser Chelsea, afilhada que o ex-dependente arrumou no grupo de apoio.
Além de organizar a festa, Sarah teve que administrar os atritos com Paige, quase uma pré-adolescente. A relação da empresária com os filhos precisa ser explorada mais vezes.
Nora esteve ótima, ficou bem soltinha na festa e acabou bebendo demais e dormindo na frente de Roger. Isso sem falar da cena do beijo entre os dois, simples e bonita. Assim como a série.


1x14 - By Accident
Ryan voltou, e se fosse pra retornar atacado desse jeito, era melhor ter ficado em casa. Aliás, eu nem lembrava mais dele. Uma das atitudes do professor foi tirar Silver de sua aula, já que ela vez comentários inapropriados em seu blog. A aluna fez de tudo para reconquistar a admiração do professor e voltar para a sala. Kelly nem esperou Ryan atravessar o corredor e já queria marcar uma saída. Levou um fora.
A saga de Adrianna continua. Agora a garota se comporta como se não estivesse grávida, marcando diversos compromissos e com alimentação desregrada. Naomi leva Kelly para conversar com a maluca e, depois de quase sofrer um acidente, ela acaba se conscientizando. Adrianna ainda conquista o papel de Cleópatra, que Annie um dia sonhou em interpretar, coitada!
Outro que voltou foi Ty, e para nossa surpresa descobrimos que ele é o pai do filho de Adrianna. Esse Ty é outro sem sal que não merecia um retorno, mas em 90210 as coisas são assim mesmo: o que é bom acaba rápido, e as coisas ruins são eternas.
Dixon termina com Silver, e eu arrisco dizer que ela teve sorte. Ele quer atenção o tempo todo. Está certo que ela às vezes é avoada demais, mas aquela história dele querer escutar um “eu te amo” foi chata. Cada um tem seu tempo. No final, falando ao telefone com Annie (que estava de birra porque não ganhou o papel de Cleópatra), Ethan sofre um acidente. Como a verba deve estar curta, o acidente se resumiu à sonoplastia, poupando alguns mil dólares, assim como no acidente de Bass, em Gossip Girl, também da CW.


2x16 You´ve Got Yale
Sinal Amarelo. Acho que ando meio cansado de certas histórias de Gossip Girl. Essa história de briguinha e vingança na escola já anda me cansando. Pelo menos parece que agora Chuck vai dar uma acalmada, porque sua fase de rebeldia já deu flor.
A saga pela entrada em Yale continua. Serena é aprovada, mas Blair não. Com medo da reação da amiga, a loira acaba mentindo e diz que também está na lista de espera. Serena acaba desistindo pela amiga, que aceita na maior cara de pau. Ninguém mandou Serena ser boba, mas Blair às vezes passa do limite, como nessa história de se vingar de Rachel, a nova professora.
Jack é desmascarado e ainda tenta agarrar Lily no banheiro da ópera, mas ela é salva por Chuck, que, aliás, algumas cenas antes disso havia ficado chateado porque a madrasta ia sair publicamente com Rufus apenas um mês após a morte de seu pai. Convenhamos que ele tem razão. Lily não é mais nenhuma menininha e pode se conter. Só que além de sair, ela ainda ficou de beijo em plena escadaria do teatro. Era só o que faltava!
Dan e Serena eu nem vou comentar... Serena devia dar um basta definitivo no garoto e ir viver sua vida de rainha em Uper West Side.


5x13 - Stairway to Heaven
Fechando os casos que movimentam o hospital há 3 semanas, Grey’s Anatomy conseguiu ter um episódio tão bom quanto o anterior. A polêmica toda girou em torno do condenado, que tentou se matar, com a conivência de Meredith, mas acabou salvo a tempo. Toda a questão de deixá-lo morrer ou não para poder usar seus órgãos em Jackson envolveu também Miranda e Derek, com o desequilíbrio emocional típico dos médicos da série.
Outro ponto alto foi, finalmente, ter ficado claro que Izie está mesmo doente, e agora ela sabe disso. Até que enfim terá inicio o seu drama real. Denny por enquanto parece ter ido embora, mas é claro que deve voltar.
O momento “comédia” ficou por conta de Lexie e Marc, que acabou com uma fratura peniana. Eu, como fã de Sara Ramirez, não posso deixar de comentar a cara de Callie ao saber da história. Já o romance de Cristina com esse novo médico não consegue mesmo me empolgar.
Espero que Grey’s mantenha o nível desses últimos dois episódios, salvando a quinta temporada.


The United States Of Tara
1x01 – Pilot
Na verdade, eu não tenho muitos comentários a fazer sobre essa série. Ainda estou processando e tentando entender esse lançamento, além de aguardar o próximo episódio, para não ser injusto.
Vamos falar do indiscutível: a atuação de Toni Collette, irrepreensível e digna de prêmios. Os coadjuvantes também estão bem, com destaque para o garoto que faz o filho dela.
O problema é que algo incomoda nessa história. A trama não é um drama, mas comédia aquilo ali pra mim não foi, o único momento em que cheguei a esboçar algo perto de um sorriso foi quando ela, com a personalidade de Buck, foi bater no namoradinho de sua filha na apresentação de balé. Do resto, não achei graça. Em certos momentos, achei até triste. Por trás daquelas personalidades com pretensão de fazerem alguma graça, há uma Tara que sofre com a situação. Aí fica difícil achar engraçado.

26/01/09

SAG 2009

Os vencedores, e alguns comentários:

Melhor Performance de Elenco de Série Drama
Justiça sem Limites
Dexter
House
Mad Men
The Closer

- Já era mais do que certa, e merecida, a vitória de Mad Man. Embora Dexter também me agrade muito, a série dos publicitários tem um elenco mais uniforme, onde os coadjuvantes brilham mais do que na série do serial killer.

Melhor Performance de Elenco de Série Comédia
30 Rock
Desperate Housewives
Entourage
The Office
Weeds

- Outra vitória certa. Eu, particularmente, sou apaixonado pelo elenco de Desperate Housewives, mas 30 Rock merecia, embora já esteja ficando até chato a série levar tantos prêmios assim.

Melhor Performance de um Ator em Série Drama
Michael C. Hall, Dexter
Jon Hamm, Mad Men
Hugh Laurie, House
William Shatner, Justiça sem Limites
James Spader, Justiça sem Limite

- House já viveu tempos melhores, embora a atuação de Hugh seja incontestável. Aqui eu torcia para Michael, injustamente de mãos vazias por Dexter. Joh Hamm também tem um trabalho memorável e delicado.

Melhor Performance de uma Atriz em Série Drama
Sally Field, Brothers & Sisters
Mariska Hargitay, Law & Order: Special Victims Unit
Holly Hunter, Saving Grace
Elisabeth Moss, Mad Men
Kyra Sedgwick, The Closer

- Foi a alegria da noite. Merecidíssimo. Sally nasceu para interpretar Nora Walker, e é a alma da série. Equilibra a enorme dramaticidade com pequenas pitadas cômicas como ninguém. Quero destacar Elisabeth Moss, ignorada em outras premiações, mas que faz uma composição magistral como a estranha Peggy, em Mad Man.

Melhor Performance de um Ator em Série de Comédia
Alec Baldwin, 30 Rock
Steve Carell, The Office
David Duchovny, Californication
Jeremy Piven, Entourage
Tony Shalhoub, Monk

- Outro premio que todo mundo já sabia o resultado. Merecido, mas já está cansando. Está na hora da fila andar.

Melhor Performance de uma Atriz em Série de Comédia
Christina Applegate, Samantha Who?
America Ferrera, Ugly Betty
Tina Fey, 30 Rock
Mary-Louise Parker, Weeds
Tracey Ullman, Tracey Ullman’s State of the Union

- Repito o comentário anterior e acrescento minha já declarada torcida e admiração pelo trabalho de Mary-Louise Parker.

Melhor Performance de um Ator em Telefilme ou Minissérie
Ralph Fiennes, Bernard e Doris
Paul Giamatti, John Adams
Kevin Spacey, Recontagem
Kiefer Sutherland, 24: Redemption
Tom Wilkinson, John Adams

- Esperado e merecido, embora Ralph Fiennes esteja impagável em sua atuação.

Melhor Performance de uma Atriz em Telefilme ou Minissérie
Laura Dern, Recontagem
Laura Linney, John Adams
Shirley MacLaine, Coco Chanel
Phylicia Rashad, A Raisin in the Sun
Susan Sarandon, Bernard e Doris

- Também esperado e igualmente merecido. Laura Linney é uma atriz ímpar.

Faço aqui um parênteses para comentar algumas categorias de cinema, e principalmente para enaltecer e comemorar a vitória de Meryl Streep, de quem sou fã declarado. Sem dúvida a maior atriz viva do cinema, e uma das melhores da história. Sempre brilhando e reconhecida por seus pares e pelo público em geral. Uma vitória da atriz é sempre incontestável e merecida. Fiquei feliz também por Kate Winslet ter levado o premio na categoria de atriz coadjuvante. Melhor atriz de sua geração, já estava na hora de ser premiada. Apesar da vitória de Meryl aqui, e da dama do cinema estar merecendo levar sua terceira estatueta, depois de mais de 20 anos da última vitória, acredito que Kate leve o Oscar, já que não concorre na categoria atriz coadjuvante. Slumdog Millionaire levou como melhor elenco, reafirmando o favoritismo ao Oscar, embora eu ache que o filme não tenha cara de Oscar, se é que esse tipo de coisa existe. O Curioso Caso de Benjamin Button tem mais a cara da Academia. É esperar para ver.

24/01/09

Especial


100 episódios



No dia 3 de outubro de 2004 ia ao ar o primeiro episódio de Desperate Housewives. O piloto é tido, até hoje, como um dos melhores já exibidos na TV americana. Uma dona de casa insatisfeita se suicida e passa a narrar a história de suas vizinhas, moradoras de Wisteria Lane. Uma série que se propôs, desde o começo, a falar de um tema universal: o que escondemos de nossos vizinhos? Que mistérios guardamos dentro do muro de nossas casas? Uma série que buscou mostrar que, às vezes, por mais que possamos parecer felizes, temos nossas feridas, nossas tristezas... Desperate é encaixada nas premiações na categoria comédia, e é certo que muitas vezes nos brinda com seu humor ora negro, ora pastelão, ora sutil, mas a série vai além disso: em certos momentos, nos toca com alguma cena que coloca muito drama assumido no chinelo.
Desperate Housewives completa agora 100 episódios. Não há como negar que depois de um primeiro ano memorável, a série caiu um pouco, principalmente na terceira temporada, mas ainda assim continua sendo um belo espelho das relações humanas, cheias de segredos, inveja, competição, mas também carinho, lealdade, e, principalmente, amizade.
O quinto ano segue bem, na minha opinião. Muitos têm estranhado. É um ritmo diferente. A época é outra. O foco maior agora são as relações familiares, mais do que as relações entre os vizinhos. Comemorando o 100º episódio, o criador da história, Marc Cherry, nos presenteou com The Best Thing That Ever Could Have Happened (5x13), um episódio simples, mas cheio de boas lembranças. Emocionante!
O faz-tudo do bairro, Eli Scruggs está para se aposentar, mas acaba tendo um ataque do coração e morre enquanto executava o seu ultimo trabalho. A morte dele faz as donas de casa relembrarem pequenos, porém significantes, momentos de suas vidas, onde ele esteve presente.

Gaby recordou de quando se mudou para Wisteria Lane, época em que ficava muito sozinha, já que Carlos tinha sempre compromissos no trabalho. Eli acabou fazendo a ponte entra ela e as desperate, incluindo Mary Alice. Depois do primeiro jogo desastroso, onde Gaby só contou grandezas, ganhando a antipatia das meninas, ela acabou recebendo um conselho do faz-tudo e foi se retratar, dizendo o quanto precisava de amizades.
Foi muito bom rever Gaby com seu antigo visual, sua casa glamorosa, e até com sua empregada japonesa, uma grande figura. Sem sombra de duvida, Eva Longoria teve uma grande evolução nesses anos todos. Hoje, ela briga de igual para igual com qualquer uma das desperate, muitas vezes roubando a cena. A risada dela é algo perto do hilário, e sua história é umas das melhores, senão a melhor, atualmente.

Bree relembrou da época em que ainda era casada com Rex, e ele vivia pedindo para ela dar mais valor ao dinheiro, chegando a sugerir que ela trabalhasse. Levando a sugestão do marido a sério, ela acaba tendo a idéia do seu livro de receitas, mas Rex logo a coloca pra baixo, falando que qualquer dona de casa poderia escrever aquilo. Bree joga o rascunho do livro fora, mas Eli pega e entrega pra ela no dia do funeral de Rex, a incentivando. É esse livro que, alguns anos depois, seria publicado, fazendo de Bree uma mulher de sucesso.
Rever Rex não tem preço. Foi nessa fase que Bree teve sua melhor história, principalmente envolvendo Rex e o farmacêutico psicopata. Depois disso, nunca mais Bree foi a mesma. Não gosto de Orson, e acho que ele só empaca a trama da dona de casa. É claro que Bree ainda tem seus bons momentos, mas nada comparado ao passado.

Edie, como não poderia deixar de ser, já levou Eli para a cama. A corredora recorda do tempo em que era casada com Umberto, mas ele não conseguia satisfazê-la, até o dia em que ela descobriu que ele era gay. Arrasada com o que ficou sabendo, e precisando levantar sua moral, Edie acabou arrastando Eli, que tanto a elogiava, para a cama.
Edie é a pimenta da série. É ela quem traz um pouco de sensualidade, e muita comédia, para Desperate. Seus melhores momentos foram quando disputou homens com as outras meninas, e olha que ela é bem rodada no bairro, mas nada se compara à fase em que ela era rival ferrenha de Susan. É bem provável que ela volte a ficar solteira, ou até viúva, na próxima temporada, voltando à antiga forma.

Lynette foi parar na época em que engravidou de Penny, e ficou furiosa por isso, já que pretendia voltar a trabalhar. Não desistindo de seus planos, a dona de casa continuou a procurar emprego, até mesmo enquanto sentia contrações. Um dia, já depois de ter o bebê, voltando da rua e falando ao telefone ao mesmo tempo com um possível chefe, ela acabou esquecendo Penny no carro, e a menina foi resgatada por Eli.
Lynette é a melhor representação de uma dona de casa na série. Acabou deixando a vida profissional por causa dos filhos, tem que enfrentar a imaturidade do marido, e, muitas vezes, segurar a barra sozinha. Já passou por câncer, tiroteiro, tornado... É, pra mim, a melhor personagem, e está sempre passando por dramas reais e tocantes.

Susan recordou de como Eli esteve ao seu lado sempre que perdeu um grande amor, sempre a ajudando, a reconfortando, e, claro, trocando as fechaduras. Uma das melhores cenas do episódio foi quando Eli disse para Susan que ela era uma espécie de heroína pra ele, já que, apesar de tudo pelo o que passou, continua tentando ser feliz com alguém. Retribuindo, ela diz para o faz-tudo que ele é o homem com quem tem a relação mais sólida na vida. Eles combinam de beber um vinho e conversarem depois que ele acabar o conserto do telhado, mas isso acaba não acontecendo, já que Eli morre em serviço.
Susan é meio que a "mocinha" da história, e cumpre bem o seu papel. Tem um humor mais escrachado, embora tenha amadurecido muito ao longo da história. Como já disse, gosto muito de seus embates com Edie. É uma personagem adorável e que pode ter muitos caminhos, o que é um ponto positivo.

Vimos ainda Eli relembrando do dia em que chegou ao bairro e foi ajudo por Mary Alice, que, sensibilizada com a situação precária dele, acabou o contratando para concertar um vaso e o divulgou para os vizinhos. No dia do suicídio da dona de casa, ele esteve lá, notou que ela não estava bem, mas não pode fazer nada. Triste com a morte dela, e arrasado por não ter feito algo, ele jurou que, dali em diante, dedicaria a vida para ajudar as pessoas, e foi o que fez até a morte.
Esse episódio entra para a galeria dos inesquecíveis, assim como o piloto, o Bang, quando Lynette virou refém de uma dona de casa descontrolada, que acabou matando a mãe da filha de Tom; o episódio do furacão, que deixou Carlos cego; e o incêndio da boate, episodio sem nada demais, mas que entrou para as grandes tragédias da trama.

Não podemos esquecer dos mistérios: a inesquecível trama de Mary Alice; os Applewhite; a família de Orson, e o mistério envolvendo sua mãe e a sua ex-mulher, trama fraca que nem chegou ao final da terceira temporada; o drama de Katherine, que agradou tanto que acabou virando uma personagem fixa; e agora o mistério de Dave, previsível, mas uma boa história.
Se depender do criador, Desperate Housewives ainda terá mais 100 episódios. Eu sou contra, mas se for para ser, que a história continue nos encantando com episódios como esse 100º, onde vimos que, às vezes, pessoas para as quais não damos muita importância no dia a dia podem fazer toda a diferença nas nossas vidas, tornando-se a melhor coisa que poderia ter nos acontecido, assim como a série.

20/01/09

Apanhado geral

5x12 - Connect! Connect!
Bom episodio, apesar da história principal não ter avançado muito. Conhecemos um pouco da trajetória de Dave até chegar a Westeria Lane. Depois de ser colocado pra fora de casa por Edie, ele achava que seu plano ia se complicar, mas acabou acolhido por Mike, o que só ajudou. O encanador parece estar começando a gostar de verdade de Katherine, e Dave já notou isso. Depois de não ter cenas no episódio anterior, Katherine finalmente apareceu, e tem até um futuro promissor, já que agora que está se envolvendo de verdade com Mike pode ter a emoção futura de correr um risco de vida nas mãos de Dave.
O episodio trouxe de volta uma coisa antiga e que fazia falta: a rixa entre Susan e Edie. Esta tenta fazer drama com sua separação, mas Susan consegue mais atenção ao anunciar que vai embora atrás de Jackson. Não bastasse isso, elas ficaram presas no porão de uma casa, na melhor cena do episódio. A situação acaba mexendo com as duas: Edie chama Dave de volta, e Susan desiste de ir atrás de Jackson e viver pela primeira vez os prazeres de ser sozinha.
Juanita, a filha mala de Gaby, não quer obedecer a mãe, mas a dona de casa dá seu jeitinho na situação e chama o jardineiro para amedrontá-las, outro destaque do episódio. Lynette aproveita uma fatalidade e finge que sofreu um acidente, o que traz Poter de volta, encerrando finalmente essa trama que já estava se alongando. Vale destacar o final do episódio: simples e bonito.

5x16 - Gene Shelly
Só mesmo Nip/Tuck para ter uma cena em que Daphne, aluna e caso de Sean, aproveitando de sua “condição especial”, depila suas partes intimas e ainda coloca um fraldão dele. A cena serviu para Sean ficar de pé e coloca-la para fora, e para a verdade ser descoberta por Julia, que finalmente deu as caras. Daphne ainda disse umas verdades para o médico, que é realmente um bebezão em busca de atenção. O pior foi ter que agüentar o final, quando Cristian aceitou acobertar a mentira do amigo até que ele esteja em condições de encarar a vida.
Raj, que eu não havia gostado do episódio anterior, nesse ganhou a minha simpatia, apesar da petulância costumeira. O menino trabalha muito bem, e pode render ótimas situações para a série, tanto cômicas, quando dramáticas, como a bonita conversa que ele teve com Liz sobre sexualidade.
Kimber também deu as caras nesse episódio, para rechaçar Troy após ver sua cicatriz, e dizer que a doença dele é para pagar o tanto de mulher que ele já magoou. Até Eden foi mencionada. Deu até saudade. Coitada da atriz que saiu de um papel tão bom para a morna Naomi em 90210.
Sean com fraldão não foi a única cena bizarra do episódio, também foi estranho ver Troy transando com Liz. A anestesista foi ajudar o médico após ele ter apanhado de uma garota de programa, acabou dormindo na mesma cama que ele, e serviu para curar sua carência. Na hora, os dois fingiram que estavam meio dormindo, mas estavam bem acordados. Isso é o bom de Nip/Tuck: por mais que estejamos acostumados com as bizarrices da série, ela sempre pode nos surpreender.

5x12 - Sympathy for the Devil
Com os mesmos casos do episódio anterior, Grey’s Anatomy conseguiu ter um episódio infinitamente superior. O caso do menino precisando de um transplante, e o do condenado com problema cerebral se entrelaçam, e o desfecho ainda ficou para o próximo episódio, que espero que seja o último. Por mais que essa história tenha rendido, tem uma hora que precisa andar, já que grande parte do sucesso de Grey’s se deve ao dinamismo dos casos.
A visita da mãe de Derek consumiu grande parte do episódio. Receosa, Meredith acabou recebendo conselhos de Izzie, sempre sem noção, e acabou adotando a sugestão da amiga de usar um rabo de cavalo, o que gerou momentos bem divertidos, incluindo a cara de Cristina ao ver o penteado. Por falar na cirurgiã, ela finalmente trocou uma palavra com Meredith, o que já estava mais do que na hora, já que a briga das duas já estava ficando chata.
Callie sempre nos presenteia com boas cenas, mesmo quando são pequenas. Aproveitando o caso de um cara traumatizado pela baixa estatura, ela comentou com Mark o quanto ficou menor depois das humilhações pelas quais passou na vida.
Cristina teve um encontro com Hunt. Eu acho esse médico muito estranho, não consigo gostar dele, mas quem sabe agora ele não fique mais simpático. As melhores cenas do episódio foram as mais descontraídas, e até Izzie estava melhor. Só não entendo uma coisa: se Denny é mesmo fruto da cabeça da médica, como que ele apareceu só com Alex no final do episódio?
Não posso esquecer de falar da interessante relação estabelecida entre Meredith e o condenado, indo contra os princípios de Derek; e da chatice da Miranda. O que é aquilo? Que falta de profissionalismo e até de educação com os colegas de trabalho. Espero que ela melhore nos próximos episódios. E o que foi aquele final? Impactante.

1x13 - Love Me or Leave Me
Episódio que tem participação de Tabitha, pra mim, já é um bom episódio. E nesse, ela teve bastante destaque, entrando em confronto com a nora pelo modo de criar os netos. Como nem tudo são maravilhas, no final a vovó anunciou que conseguiu trabalho em uma minissérie e passará uns tempos foras. Espero que pelo menos volte, porque com certeza fará falta para história.
Annie não fica quente nem perto de um vulcão. O calor chegou na cidade, e ela ameaçou certa sensualidade. A menina e Ethan acabam indo para a casa de Tabitha em Palm Springs, mas nada aconteceu. Por incrível que pareça, a culpa não foi da Sandy americana, mas de Ethan, que teve medo de magoar a namorada. Foi até bonitinho, mas ficaria melhor se eles não estivessem tão melosos.
Adrianna tenta conversar com Naomi sobre a gravidez, mas a amiga acha que ela voltou a usar drogas e o boato acaba se espalhando. Adrianna logo conta para Naomi o que acontece de verdade, e é apoiada pela amiga, mas não tem o mesmo apoio de Navid. Dá muito bem pra entender o garoto. Ele mostrou que de bobo só tem a cara, mas não duvido que logo volte atrás e apareça querendo ajudar a criar a criança.
Foi um bom episódio, seguindo a média depois que a série deu uma pequena melhorada. Os questionamentos de Deb e Harry sobre como lidar com Annie e os conflitos com Tabitha deram um bom tom à história.

2x15 – Gone With the Will
Chuck arrumou um rival de peso. Com a abertura do testamento de Bass, ele herdou a empresa do pai, que pela primeira vez deu um voto de confiança ao filho. Jack, irmão de Bass, no entanto, não veio para perder e consegue tirar o comando da empresa das mãos do sobrinho. Chuck ainda sofreu mais um golpe, já que finalmente tentou se declarar a Blair, mas levou um fora. Espero que agora esse vai-e-vem cansativo do casal dê um tempo. Blair está virando uma babá de Chuck, e a personagem é capaz de muito mais.
Tentando esconder o irmão que têm em comum, Dan evita Serena, como se isso fosse adiantar alguma coisa. As fofoqueiras da escola escutam uma conversa dele com Rufus e acham que Serena está sendo traída. A notícia se espalha, mas logo a verdade vem à tona e Serena descobre que tem um meio-irmão com Dan. A patricinha até que foi bem madura em sua reação, e só precisou de um tempo para refletir, o que seria bem diferente se o “enganado” tivesse sido Dan. Com certeza ele teria feito um grande drama.
Rufus e Lily localizam a família que adotou o filho deles. Inicialmente eles não querem conversa, mas depois o pai os procura e diz que o menino morreu em um acidente no mar. Claro que a história não passa de uma artimanha para despistá-los e que a história de um filho não seria desperdiçada desse jeito.
Rufus e Lily parece que finalmente assumirão um romance. Quem sabe assim Rufus não sossega um pouco e dá um tempo. Dan e Nate meio que fizeram as pazes, apesar de certa petulância de Dan que, mesmo errado, não baixa a bola. Episódio bom, mas nada demais.

2x11 – Contamination
Foi um bom episódio, embora me incomode que Addison tenha tão pouco destaque e, em certos momentos, nem pareça a protagonista. O caso do menino com sarampo tomou conta do episódio, e foi muito bem abordado. Os últimos momentos foram emocionantes.
A clínica no mesmo prédio continua gerando polemica, e agora Wyatt quer que Addison opere sua paciente que se submeteu a um tratamento experimental. Inicialmente receosa, Addison acaba topando, e sua relação com o médico vizinho tem tudo para esquentar, assim como a de Naomi, que demonstra certo interesse no médico.
A clinica inteira descobre o caso de Pete e Violet, e alguns temem pelo emocional dela, já que o médico já se envolveu com várias colegas e nunca acabou bem. Violet parece não ligar e quer manter os encontros casuais, já Pete pensa em algo mais sério, mas não consegue convence-la.
Dell tem um atrito com a ex-namorada e mãe de sua filha. É um personagem que não me agrada muito. Está sempre tendo uns ataques repentinos só para tumultuar.

17/01/09

A volta dos que não foram?


Depois de ser cancelada, de ter o cancelamento desmentido pela atriz Brooke Shields, e de voltar a ser cancelada, Lipstick Jungle ressurgiu das cinzas mais uma vez. Em coletiva para falar sobre as séries do canal, a presidente da NBC disse que a história não foi cancelada oficialmente, que eles ainda estão estudando alternativas, e que só terão uma posição definitiva no 2º semestre.
Vai entender... Nunca vi tanta confusão e enrolação para decidir o destino de uma série. Eu acompanho, e até gosto da trama, e vejo consciente de que é uma história mediana e sem novidades, mas de um tempo pra cá ela tem ficado meio enjoativa, e eu já tinha até entendido o cancelamento, o que não aconteceu com Pushing Daisies, por exemplo, que eu até hoje não aceito o final precoce. Fico curioso pra saber quais devem ser essas alternativas que estão sendo estudadas... Uma grande mudança na trama? Um relançamento? Só algo muito radical pra fazer Lipstick emplacar. Haja persistência!

15/01/09

Apanhado geral

5x11 – Wish You Were Here
É oficial: não tem como Grey’s Anatomy ficar pior do que já está. Pra mim, a série chegou ao fundo do poço. Não há casal que empolgue ou história entre os personagens principais que vá pra frente.
O Chief parece se esforçar para afundar de vez com o hospital. Em momento de crise, ao invés de enfrentar a situação, se tranca em uma sala para poder refletir. Pelo menos dessa vez ele admitiu que é o culpado pela zona de Seattle Grace.
O que estão fazendo com George chega a ser absurdo. Se o ator está insatisfeito, a emissora que o libere logo, no lugar de tornar um personagem que já foi tão querido, um mero figurante. Se ele sair, que leve Izzie junto. É um favor que fará à atriz e ao público da série, que deixará de assistir cenas tão constrangedoras. A saída dos atores é quase inevitável, porém uma coisa é certa: queiram ou não, prejudicará a série. Izzie e George junto com Cristina, Meredith e Alex são os internos que chegaram, e cuja trajetória acompanhamos desde o início. Tá certo que uma série "hospitalar" tem mais dinamismo e vários médicos passam pelo lugar ao longo da história, mas, pra mim, a saída de um dos cinco internos é como a saída de uma das Desperate, por exemplo, porque a trama deixa de ter uma essência. Passa a ser a história do que acontece nos corredores do Seattle Grace, e não mais do crescimento daqueles cinco seres humanos.
Enfim...Não tenho muito o que comentar desse episódio. O que continua valendo a pena é a amizade de Callie e Marc, e as cenas entre os dois. O resto...é de fazer cochilar!

3x11 - Dressed for Success
Não foi um episódio ruim, mas ótimo também não foi. Diria que foi mediano, e salvo, principalmente, graças à parte final. Betty continua tendo que se adaptar à selva que é Nova York, e aprende que, muitas vezes, precisa deixar a vida pessoal e a família de lado para lutar por seu futuro profissional. Dessa vez, além de fazer contatos como parte de uma tarefa para seu treinamento para editora, a feia teve que recuperar um vestido que seria usado na capa da próxima edição. A peça havia sido roubada por uma funcionária da revista concorrente.
Eu já disse e repito: eu não gosto muito dessa linha que a série vem seguindo, de a cada episódio a feia viver uma mini-aventura (ter que lidar com Amanda [3x10], tentar ingressas no ITJE [3x09], tentar recuperar o vestido [3x11]). Eu preferia quando a trama era centrada na disputa pela Mode, e quando Wilhelmina ainda era uma vilã de verdade.
Além da busca da feia, a série continua investindo no quarteto amoroso Daniel/Molly/Connor/Wilhelmina. Não sei se essa parte está empolgando alguém, mas a mim certamente não está.
Os últimos minutos do episódio foram bons. Descobrimos que o pai de Betty sofreu um ataque e está em estado grave no hospital. Resta saber como isso afetará a história e a vida profissional da feia.

2x11 - Indecent Exposure
Eu gosto de Lipstick Jungle, mas não é difícil entender porque a série está chegando ao fim. Falta alguma coisa... Falta empolgação, falta ousadia...
A série teve seus bons momentos, mas eu estou meio cansado nesses episódios finais.
Victory reencontra Joe, mas ele é bem frio com ela. Além disto, a estilista é obrigada a superar um bloqueio e fotografar nua para sua grife de artigos para casa. O marido de Wendy continua o mala de sempre, o que só piora quando ele é convidado por uma famosa cantora para fazer parte da turnê dela. Ele considera a proposta de passar 4 meses viajando, e isso estremece seu casamento. Nico começa o tratamento para poder congelar seus óvulos. A empresária passa mal e é socorrida por seu chefe. Rola um clima entre eles.
2x12 - Lovers' Leaps
O marido de Wendy (que eu nem me dei ao trabalho de decorar o nome) aceita participar da turnê da cantora e o casamento dos dois quase chega ao fim, mas é claro que Wendy se aconselha com as amigas, muda de idéia, e decide deixar o marido ir atrás de seus sonhos. Griffin, o chefe de Nico, decide investir nela e a beija. O problema é que Kirby reaparece e mostra-se disposto a uma reaproximação. Vic pede Joe em casamento e ele, inicialmente hesitante por estar em crise financeira, acaba aceitando.
Apesar das histórias manjadas, vale destacas os diálogos da série.

14/01/09

Notas comentadas



Fim de jogo para Prison Break. O presidente da Fox anunciou que a série termina na atual temporada porque a história já se esgotou, e ainda prometeu um final decente para a trama.

Eu fiquei aliviado com a notícia. Não tinha mais para onde a história ir, e qualquer tentativa de estender seria ainda mais prejudicial para a trama. Prison Break, apesar da ótima quarta temporada, já cumpriu sua missão, e merece um final digno de seus fãs. Que bom seria se os executivos sempre soubessem a hora de parar. Parabéns para a Fox.

Saídas e mais saídas... Ashley Jensen, a Christina de Ugly Betty, está negociando sua saída da série. Ela ficaria até o final da terceira temporada. Em Grey’s Anatomy, quem está de partida é Melissa George, a Sadie, que teve sua participação diminuída.

Eu gosto da personagem Christina, acho bem simpática, e é uma pena que esteja de partida. Depois da saída da Rebecca Romijn, mais uma que deixará o cenário de Mode, o meu preferido, e onde as melhores coisas da série acontecem. Melissa George já vai tarde. Grey’s Anatomy está precisando de uma faxina geral. Do jeito que está, não dá!

Impasse. O criador de Mad Man anunciou em entrevista que não sabe se a série volta para uma próxima temporada. Já o presidente da emissora americana que a exibe garantiu que a trama volta independente da participação de seu criador. O impasse, como sempre, é motivado por questões financeiras.

Seria até uma burrice da emissora se a série não voltasse. A emissora é pequena e ganhou certa visibilidade com o sucesso de crítica que foi Mad Man. Por outro lado, se for pra voltar sem o seu criador, e com qualidade inferior, é melhor que não retorne.

Emprego novo. Com o cancelamento, os atores de Pushing Daises já começam a ser contratados para outras produções. Enquanto Kristin Chenoweth, a Olive, vai estrelar um piloto na NBC; Swoosie Kurtz, a Lily, fará uma participação em Heroes, em um episódio escrito por Bryan Fuller, criador de Pushing Daisies. A participação, prevista para apenas um episódio, pode ser repetida.

Já que não tem como Pushing Daisies voltar... Que elas façam um trabalho de tanta qualidade como foi o anterior.

12/01/09

Globo de Ouro 2009



Os vencedores, e alguns breves comentários:

Melhor telessérie (drama)
Mad Men
Dexter
House
Em Terapia
True Blood


- Prêmio merecido. Mad Man é uma produção caprichadíssima. Muito particular, mas ao mesmo tempo fala de temas universais, de questionamentos que podem ser de qualquer época. Se Dexter tivesse levado, eu também teria ficado feliz. Espero que a série receba essa honra nos próximos anos.

Melhor telessérie (comédia)
30 Rock
Californication
Entourage
The Office
Weeds

- Quantos prêmios será que a série já tem? Foi merecido também. 30 Rock tem ótimas sacadas e um humor que, embora não seja unanimidade, é de qualidade.

Melhor ator em telessérie (drama)
Gabriel Byrne (Em Terapia)
Michael C. Hall (Dexter)
Hugh Laurie (House)
Jonathan Rhys-Meyers (The Tudors)
Jon Hamm (Mad Men)

- Quando será que Michael C. Hall será agraciado com o premio por seu magnífico trabalho por Dexter? Não que eu tenha odiado o vencedor, mas o trabalho de Michael é mais complexo, e já passou da hora de ser reconhecido nas premiações.

Melhor atriz em telessérie (drama)
Anna Paquin (True Blood)
Sally Field (Brothers and Sisters)
Mariska Hargitay (Law and Order: Special Victims Unit)
January Jones (Mad Men)
Kyra Sedgwick (The Closer)

- Que me desculpem os fervorosos fãs de True Blood, mas aqui, pra mim, foi o premio mais absurdo na noite. Não é porque a série dos vampiros é a sensação do momento, que sua protagonista merece levar um premio. Em termos de interpretação, do uso da dramaticidade, Sally Fiel coloca Anna Paquin no chinelo, até pelo o que o próprio papel exige. Se não tivesse saído para Sally, que pelo menos January Jones e sua delicadeza decidida tivessem levado. Decepcionante!

Melhor ator em telessérie (comédia)
Alec Baldwin (30 Rock)
Steve Carell (The Office)
Kevin Connolly (Entourage)
David Duchovny (Californication)
Tony Shalhoub (Monk)

- Previsível, mas não por isso menos merecido. Simples assim.

Melhor atriz em telessérie (comédia)
Tina Fey (30 Rock)
Christina Applegate (Samantha Who?)
America Ferrera (Ugly Betty)
Debra Messing (The Starter Wife)
Mary-Louise Parker (Weeds)

- Idem ao comentário anterior, embora eu sempre torça para Mary-Louise Parker, em qualquer premiação, por causa da complexidade de Nancy e do charme que a atriz empresta à personagem.

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou telefilme
Tom Wilkinson (John Adams)
Neil Patrick Harris (How I Met your Mother)
Denis Leary (Recount)
Jeremy Piven (Entourage)
Blair Underwood (Em Terapia)

- Pulo.

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou telefilme
Laura Dern (Recount)
Eileen Atkins (Crawford)
Melissa George (Em Terapia)
Rachel Griffiths (Brothers and Sisters)
Dianne Wiest (Em Terapia)

- Ainda preciso dizer que eu queria Rachel Griffiths? Sarah Walker merece um Globo, e espero que saia um dia. Conseguiu sair da desmiolada Brenda, de Six Feet Under, incorporar uma mãe de família, e não deixar vestígios nenhum da inesquecível personagem anterior.

Mas o pior de tudo mesmo foi ter que agüentar os comentários de Rubens Ewald Filho pela transmissão da TNT. Além de confundir o Blair Underwood (Em Terapia) com o Isaiah Washington (ex-Grey’s Anatomy), foi deselegante com vários atores, com comentários baixos e desnecessários. Um Globo de Ouro para a TNT, se dispensá-lo no próximo ano.

11/01/09

Apanhado geral

5x11 – Home is the Place
O episódio começou com algumas fotos de família de Bree, e confesso que senti saudades da época em que ela era casada com Rex, e de todo o rolo com o farmacêutico. O mote da ruiva no episódio foi uma disputa com a sogra de Andrew para ver quem ganha mais atenção do rapaz e do médico. Bree tem sempre ótimos momentos quando disputa qualquer coisa com alguém. Esse é o ponto forte da personagem, e está sempre sendo explorado.
Poter continua desaparecido, e Lynette desesperada, já que corre o risco de perder a pizzaria. O garoto está com a mãe dela, que obviamente fará de tudo para dificultar as coisas. Aliás, essa trama do Poter já está durando tempo demais para os padrões da série. Já é hora de avançar.
Eddie vê Dave falando sozinho, e ele acaba contando que já foi casado. Decepcionada, e desconfiada com outras atitudes do marido, ela pede para ele sair de casa. Dave deve fazer algo para contornar a situação, porque não vai querer ficar afastado de Wisteria Lane.
Com Jackson viajando, o que deve estar acontecendo por causa do acidente que o ator sofreu, Susan sai com Lee, bebe demais e acha que transou com ele. O acontecimento motivou a cena mais engraçada do episódio, quando Bob vai saber se o namorado passou mesmo a noite lá, e Gaby não se contém e começa a rir, já que está por dentro da duvida da amiga. Não canso de destacar o trabalho que Eva Longoria está fazendo nessa temporada.
Episódio em que a trama não avançou, mas os méritos da série são mesmo as grandes sacadas dos diálogos e das situações cotidianas.


3x11 - A Father Dreams
O nome do episódio vem dos sonhos que Kevin começa a ter envolvendo a paternidade de Elizabeth, e que começam a atormentá-lo. Eu, particularmente, achei esses sonhos desnecessários e um pouco distantes da série. Motivados pelos sonhos, ele quer conversar com Tommy, mas este, a princípio, não quer falar sobre isso. No final, Kevin acaba concordando em assinar um termo em que abre mão da paternidade e a mantém em sigilo, e Tommy promete que ele sempre estará presente na vida da “sobrinha”.
Os sonhos acontecem enquanto Kevin se recupera da doação, e ele chega a fugir de casa com Justin, já que se sente sufocado com tantos mimos de Nora e Scotty.
Justin vai receber uma homenagem na escola de Coop mas escuta, indiretamente, umas verdades. Os irmãos o aconselham, e ele vê que é hora de sair de casa e ter a própria vida. Surpreendentemente, Nora reage bem ao assunto.
A matriarca reencontra Roger, um arquiteto disposto a ajudá-la em seu projeto, e fica muito constrangida, já que deu em cima dele enquanto era casada. Pelo fato, podemos ver que Nora nunca foi muito feliz no casamento, e que sua alegria sempre foram mesmo os filhos.
Episódio bom, embora nada de muito interessante tenha acontecido.


5x15 – Ronnie Chase
Pra mim, esse é o 1º episódio da 6º temporada, mas como eu não mando em nada, é o 15º da 5º mesmo. O episódio faz um pequeno retorno e mostra como Colleen conseguiu entrar na clínica para esfaquear Sean. É incrível como ele conseguiu resistir depois de levar umas 5 facadas, ser arrastado e perder tanto sangue, e o pior é que ainda teve força para esfaquear a psicopata. Enquanto tudo isso acontecia, a filha do cirurgião quase morreu na mesa de operações, mas foi salva a tempo por Cristian e Liz. Foi um começo bem tenso, mas sem muitos dramas, bem ao estilo de Nip/Tuck.
Após uma passagem de 4 meses, Sean está em uma cadeira de rodas, e Liz decide fazer uma redução de mama, também para incentivar o cirurgião a voltar a operar, mas ele não se sente preparado. Ao fazer exames para a cirurgia, Liz acaba encontrando um possível nódulo. Acompanhando a amiga nos procedimentos, Cristian comenta que tem um nódulo também e descobre que tem câncer de mama, um tema muito louvável de ser tratado, já que muitos acham que só pode acontecer com mulheres. No meio de todo esse processo, podemos curtir as tiradas entre Cristian e Liz, uma das melhores coisas da série.
Aluno de Sean, Raj vai acompanhar algumas cirurgias na clinica, e mostra que o que tem de inteligente, tem também de chato. Ele deve causar alguns problemas mais pra frente. A série é especialista em arrumar uns malas deste tipo. Nesse retorno, não faltaram as famosas cenas picantes.
A situação geral é crítica: Sean na cadeira de rodas, Cristian com câncer em estágio II e Júlia sem memória. Aliás, Júlia nem deu as caras. O episódio ficou praticamente centrado nos protagonistas, com algum destaque para Liz. Senti falta dos demais personagens. No final, Sean levantou da cama sem problema algum. Não sei o que motivaria o personagem a mentir sobre isso, mas em Nip/Tuck tudo é possível. Como mostrou a cena final, os cirurgiões levam muitas cicatrizes.


2x10 – Bye, Bye Baby
Como sugere o nome do episódio, os pais de Megan aparecem e levam o bebê embora. Deu pena de Nico, mas não tem nada a ver ela ficar criando essa criança, e já estava ficando chato. Aliás, a vida de Nico mudou bastante nesse episódio. Surpreendentemente, ela e Kirby decidem romper. Tudo bem que eles estavam tendo divergências por causa do bebê, mas não justifica essa separação do nada.
Wendy recebe uma proposta de um grande diretor, e acaba aceitando trabalhar no filme com ele, embora discorde de seus métodos nada tradicionais. Engraçado foi ver o marido dela reclamando do diretor ligar no final de semana, enquanto ele tem aquela empresária desprovida de noção. Esse marido da Wendy é realmente irritante e sem sal.
Episódio bem chatinho e cansativo, o que me leva a crer que o que realmente faltou em Lipstick Jungle foram cenas mais leves e descontraídas. A série se leva a sério demais o tempo inteiro. Mesmo nas tramas mais dramáticas, um momento de bom humor não faz mal à ninguém.


2x14 – In the Realm of Basses
Dan e Serena voltaram. Será que essa noticia anima alguém? Eu não sei se eles são mais chatos juntos ou separados, mas certamente o passado de Serena deve ter sido muito mais divertido. Podiam voltar no tempo e mostrar os rolos em que ela se meteu, já que o presente está difícil. A única coisa boa de tudo isso foi a saída de Aaron.
Além desse casal empolgante, tivemos a volta de Chuck.. Essa história dele com Blair está cansativa, embora separados eles sejam os melhores personagens da história. Para cuidar o império de Chuck, entra na história tio Jack, que pelo jeito já chegou se envolvendo com Blair.
Jenny volta para o colégio, e chega enfrentando as peruas da escadaria e defendendo Nelly. Essa parte de briguinhas do colégio são bem bobinhas, mas há quem goste.
Rufus, cada vez mais insuportável, quer saber do filho de qualquer jeito, e Lily acaba revelando que era um menino. Ela aceita procurar o rapaz e eles saem em busca. Dan descobre que tem um irmão, mas esconde de Serena a pedido do pai, ou seja, futuramente eles irão se desentender por causa disso.


1x12 – Hello, Goodbye, Amen
Annie e Naomi, não bastasse todos os desentendimentos, agora brigam pela atenção do novo irmão. Naomi está bem mais empolgada, já que Annie, motivada por uma aula “muito interessante”, tem uma intuição de que Sean não é quem diz ser. Não precisa ter intuição nenhuma pra ver que boa coisa o menino não é. Pego em um de seus telefonemas misteriosos, ele inventa que seu pai de criação deixou dividas de jogo. No final do episodio, ele acaba fugindo, levando o dinheiro que a mãe de Naomi havia entregado para ele pagar as dividas. Naomi, como não poderia deixar de ser, culpa Annie.
Adrianna vai fazer um teste de HVI, por causa de um companheiro de reabilitação com quem se envolveu, e descobre que está grávida. Ela é consolada por Kelly, mas deixa Brenda desconfortável. A morena revela para Kelly que não pode engravidar e que pensa em adotar, e pede o apoio da amiga. Agora que eu pensei que o clima entre elas fosse pegar fogo, elas voltam às boas. Em 90210 as coisas ficam mesmo só na promessa.
Dixon acha que Christina está dando em cima dela, mas descobre que ela é lésbica. Acho que o único intuito disso foi mostrar que a série é moderninha e cheia de temas polêmicos. Da forma como foi tratado, ficou muito vazio. A cena também serviu para mostrar um numero gospel com Dixon. Bonitinho, mas ordinário.